Depois do S. nascer senti necessidade de encontrar uma praia onde ele pudesse viver livremente, sem enchentes, nem confusões, um mar calmo e um ambiente familiar. Então ganhei coragem para passados 20 anos voltar para a praia da minha infância/juventude onde durante anos fui tão feliz - São Martinho do Porto.
No meu tempo (poxa...pareço a minha mãe) passávamos (eu, a minha irmã e imensos primos que levavámos "atrelados")os 3 meses de verão com a minha mãe, rodeados dos amigos do costume, entre bolas de berlim, dias inteiros na praia, idas ao cinema, as tartes de nata e o arroz doce que a minha mãe fazia ao final dos dia. Enfim ...só boas recordações.
E como a idade também traz coisas boas, e principalmente maturidade para distinguirmos o bom do óptimo, apercebemos-nos que os que nos faz feliz aos 6, aos 10e aos 15 também nos pode fazer feliz aos 37,mas pelos olhos dos nossos filhos.
E a alegria com que o S. lhe chama a praia do senhor martinho, e onde se ele e a C. se divertem imenso é de uma comoção só, que comecei a perceber que podia voltar a ser feliz no mesmo lugar. Graças aos meus pais (e principalmente à minha mãe) que são de uma devoção aos netos indescritível, também os meus conguitos há 3 anos que passam os dois meses de verão em S. Martinho. E a alegria deles quando reencontram os amigos que permanecem de uns anos para os outros, as rotinas que já começam a vivenciar e a memorizar fez com que a minha teoria caísse por terra. E a verdade é que onde os nosso filhos são felizes é onde mora o nosso coração....
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